Você provavelmente já ouviu alguma frase de filme infantil e pensou: “ok, isso é muito mais profundo do que parecia”.
É curioso, quando somos crianças, assistimos histórias sobre amizades improváveis, mundos desconhecidos, personagens que precisam encontrar seu caminho e protagonistas que descobrem que nem tudo sai como o planejado. A gente ri, se emociona, decora as músicas e segue para o próximo filme.
Anos depois, algumas dessas histórias continuam fazendo sentido.
E talvez seja justamente porque crescer não significa deixar tudo o que aprendemos na infância para trás. Significa descobrir novos significados para tudo aquilo que já estava ali.
No Dia das Crianças, a nossa proposta, aqui na FUMEC, é fazer um exercício diferente: olhar para algumas histórias que fizeram parte da infância de muita gente e perceber o que elas podem ensinar sobre escolhas, desafios, criatividade, relações e, por que não, vida universitária.
Porque, no fim das contas, a jornada na universidade também é uma grande história de descobertas.
1. Nem todo caminho precisa estar pronto
“Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve.”
A frase do Gato de Cheshire, em Alice no País das Maravilhas, parece simples, mas fica cada vez mais interessante quando a gente cresce.
Alice está perdida, tentando entender para onde deve ir. Quando pergunta qual caminho deveria escolher, o Gato mostra justamente o ponto: antes de escolher uma direção, é preciso saber, pelo menos um pouco, aonde se quer chegar.
Na vida universitária, essa dúvida é bastante familiar. Nem sempre existe uma resposta pronta para a pergunta “o que você quer fazer da vida?”. E tudo bem. Às vezes, sabemos exatamente o que queremos, outras vezes, temos apenas uma ideia, e, em alguns casos, a única certeza é que precisamos começar.
A universidade não precisa ser (e, definitivamente, não é!) o lugar onde você chega sabendo tudo. É o lugar onde você começa a descobrir.
Na FUMEC, essa descoberta passa também pela experiência! Contamos com diversos laboratórios, projetos de pesquisa e extensão, atividades práticas e diferentes espaços de aprendizagem que aproximam o nosso aluno da realidade acadêmica e profissional.
O importante é entender que não saber exatamente onde você quer chegar não significa ficar parado. Significa que o caminho também faz parte da descoberta.
Afinal, se até a Alice precisou de um pouco de orientação para decidir por onde seguir, não há problema nenhum em começar a sua própria jornada fazendo algumas perguntas.
2. Errar também faz parte da história
O Woody, nosso querido xerife, de Toy Story, já foi o brinquedo favorito do Andy, já teve ciúmes do Buzz, tomou decisões questionáveis e já precisou lidar com algumas mudanças que definitivamente não estavam nos seus planos.
E talvez seja justamente isso que torne sua história tão interessante. Afinal, quase nenhum protagonista chega ao final do filme sem cometer alguns erros pelo caminho.
Tem plano que dá errado, tem escolha que precisa ser refeita e tem ideia que não funciona. Na vida universitária, não é tão diferente.
Uma disciplina pode ser mais difícil do que você imaginava. Um trabalho pode exigir mais tempo do que o esperado. Uma ideia pode precisar ser completamente repensada.
E isso não significa que você está no caminho errado.
Aprender também é testar possibilidades, entender o que funciona, identificar o que precisa mudar, tentar novamente e se adaptar.
Aliás, experimentar é uma parte importante de uma formação conectada ao mundo real. Por aqui, a proposta de aprendizagem inclui experiências práticas e atividades que colocam você diante de situações que vão muito além da teoria.
Às vezes, o erro não interrompe a história. Ele é justamente o que faz a história avançar.
3. Cada pessoa tem um jeito diferente de encontrar seu caminho
Miguel, nosso protagonista de Viva – A Vida é uma Festa, tem uma paixão enorme pela música, mesmo vivendo em uma família que possui uma relação complicada com ela.
Seu desejo de tocar, conhecer e se expressar por meio da música faz com que ele questione aquilo que sempre ouviu e comece a buscar respostas sobre sua própria história.
E essa busca diz muito sobre uma coisa importante: descobrir quem somos também faz parte de crescer.
Na universidade, cada aluno chega com uma história diferente.
Tem quem seja aventureiro. Quem seja observador. Quem prefira criar. Quem goste de resolver problemas. Quem descubra seu talento no meio do caminho.
Duas pessoas podem entrar no mesmo curso e construir trajetórias completamente diferentes. Uma pode se aproximar da pesquisa e o outro pode encontrar oportunidades no mercado. Uma pode se envolver com empreendedorismo, outra pode descobrir uma paixão em um projeto de extensão.
Não existe uma única maneira de construir uma trajetória acadêmica. Existe aquela que faz sentido para você!
4. Trabalhar em equipe pode mudar tudo
Se tem uma coisa que a família Pêra aprendeu, é que cada um tem um jeito diferente de contribuir.
Em Os Incríveis, Beto, Helena, Violeta, Flecha e Zezé, descobrem que separados, cada um tem suas próprias habilidades, mas juntos, conseguem enfrentar desafios que seriam muito mais difíceis individualmente.
E talvez essa seja uma boa representação do que acontece quando pessoas diferentes trabalham juntas.
Na universidade, trabalhos em grupo colocam lado a lado pessoas com experiências, ideias e habilidades diferentes. Nem todo mundo vai pensar da mesma maneira, e isso pode ser o mais interessante e desafiador.
Alguém pode ter uma ideia. Outra pessoa pode encontrar uma forma de colocá-la em prática. Outra pode perceber um problema que ninguém tinha notado…
Porque colaborar não significa pensar igual. Significa descobrir o que pode acontecer quando diferentes habilidades se encontram.
E, no caminho, você ainda pode descobrir que aquela pessoa que estava no seu grupo pode se tornar uma grande amizade ou até uma parceria profissional que você nunca tinha considerado.
5. Crescer não significa parar de se divertir
Peter Pan vive na Terra do Nunca, um lugar onde a imaginação parece não ter limite. Mas talvez o mais interessante em sua história não seja a ideia de nunca crescer. É a forma como ele enxerga o mundo: com curiosidade, aventura e espaço para imaginar o impossível.
E, quando a gente cresce, é fácil deixar algumas dessas coisas para trás.
A escolha da carreira é séria. A faculdade é séria. O mercado de trabalho é sério. O futuro é sério. Mas será que tudo precisa ser levado com tanta seriedade o tempo inteiro?
Na universidade, aprender também pode ser divertido e, muitas vezes, as melhores descobertas acontecem quando você nem estava procurando por elas. Uma aula desperta uma curiosidade, um projeto dá vontade de colocar uma ideia em prática, uma conversa no corredor apresenta uma área que você nunca tinha considerado e, de repente, aquilo que parecia só mais uma atividade da rotina pode abrir uma possibilidade completamente nova. É nessa mistura de curiosidade, experimentação e boas surpresas que a experiência universitária ganha ainda mais sentido.
E aquele friozinho na barriga ao descobrir uma área nova? Também faz parte.
Crescer não precisa significar deixar de se encantar com as descobertas. Talvez signifique justamente aprender a levar a curiosidade da infância para novos lugares e descobrir que algumas das melhores coisas da vida adulta ainda começam com um simples: “e se?”.
Afinal, o que a infância tem a ver com a universidade?
Mais do que a gente imagina!
A infância nos ensina a perguntar, experimentar, imaginar e não ter medo de tentar de novo. Na universidade, essas descobertas ganham novos formatos: a curiosidade vira pesquisa, a ideia vira projeto, a criatividade encontra soluções e os sonhos começam a ganhar caminhos totalmente possíveis.
No fim, crescer não significa deixar tudo isso para trás. Significa levar essa curiosidade para novos lugares e descobrir o que podemos construir a partir dela.
Neste Dia das Crianças, fica o convite: continue perguntando, experimentando e se permitindo descobrir. Afinal, crescer também pode ser uma aventura.
E você, qual lição da infância ainda faz parte da sua história?
Talvez seja a hora de transformar aquela curiosidade antiga em uma nova descoberta. Conheça os cursos da FUMEC, explore suas possibilidades e descubra onde a sua próxima história pode começar.