A FUNÇÃO SUPEREGOICA DO JUDICIÁRIO E AS VERSÕES FREUDIANAS DO SUPEREGO: considerações sobre a proposta de Ingeborg Maus

Adriana Maria de Castro Miranda

Resumo


O tema-problema deste estudo refere-se à análise do texto de Ingeborg Maus, O Judiciário
como Superego da Sociedade: a Jurisdição na “Sociedade Órfã de Pai”, em que se procurou
verificar a conceituação e, consequentemente, o entendimento de Maus em relação ao
superego – uma das três instâncias psíquicas que compõem o aparelho psíquico – e à
sociedade órfã. Esta pesquisa busca, assim, proporcionar ao estudioso do Direito, por uma
apresentação propositadamente dirigida, o acesso aos conceitos básicos da teoria
psicanalítica, em especial das instâncias psíquicas id, ego e superego, necessárias ao
entendimento do texto de Maus. Para tal, percorre sucintamente a biografia de Freud, a
Psicanálise e o Movimento Psicanalítico, assim como a teoria psicanalítica freudiana em sua
primeira e segunda tópicas, formatação estabelecida por seu criador. Como metodologia de
pesquisa, utilizou-se o estudo bibliográfico da citada teoria psicanalítica para, a partir daí,
proceder-se ao exame do texto de Maus. Analisou-se também a conjuntura da Alemanha
descrita por essa autora, como forma de balizar as interpretações propostas. A conclusão da
pesquisa foi a de que, embora os estudos de Freud revelem duas versões, inicial e finalista,
para a instância do superego – a primeira com conotação de controle, direcionamento e
referências morais, e, a segunda, com intenções perversas do superego, subjugando e, se
necessário, até mesmo adoecendo as demais instâncias psíquicas, como forma de sustentação
de seu domínio, mantendo-se no status de controle –, Maus não chegou a enfrentar a versão
finalista, embora ela seja também considerada pela autora.


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