Batidas excitadas – comunicação, êxtase e despesa nas festas de música eletrônica

Thiago Tavares das Neves

Resumo


A festa é uma categoria indestrutível da civilização humana, faz parte da cultura, condensando comunicação, despesa e, em alguns casos, êxtase. As festas de música eletrônica não seriam uma exceção. Três elementos que partilham da mesma esfera semiótica e antropológica atuam aqui como operadores conceituais para se pensar a dimensão universal da festa, neste caso, as festas de música eletrônica. O trabalho tem como objetivo fazer uma abordagem teórico-epistemológica sobre esse tipo de festa partindo desses três elementos.

Palavras-chave


Festas de música eletrônica; comunicação; êxtase; despesa; excitação

Texto completo:

PDF

Referências


BAKHTIN, Mikhail. A cultura na idade média e no renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo: Huccitec; Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1993.

BAITELLO JR. Norval. O animal que parou os relógios. São Paulo: Anna Blume, 1997.

BATAILLE, Georges. A experiência interior. São Paulo: Editora Ática, 1992.

_____. A parte maldita. Lisboa: Fim de século – Edições, 2005.

BETH, Hanno / PROSS, Harry. Introducción a la ciencia de la comunicación. Barcelona: Anthropos, 1990.

BYSTRINA, Ivan. Tópicos de semiótica da cultura. São Paulo: Centro Interdisciplinar de Estudos em Semiótica da Cultura (s.d.).

CANEVACCI, Massimo. A cidade polifônica – ensaio sobre a antropologia da comunicação urbana. São Paulo: Studio Nobel, 2004.

_____. Fetichismos visuais – corpo erópticos e metrópole comunicacional. São Paulo: Ateliê Editorial, 2008.

CASSIRER, Ernst. Antropologia filosófica: ensaio sobre o homem – introdução a uma filosofia da cultura humana. São Paulo: Mestre Jou, 1977.

DUVIGNAUD, Jean. Festas e civilizações. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1983.

ELIADE, Mircea. O xamanismo e as técnicas arcaicas do êxtase. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

FILHO, Ciro Marcondes (org.). Dicionário de Comunicação. São Paulo: Paulus, 2009.

_____. O escavador de silêncios – formas de construir e de desconstruir sentidos na comunicação. São Paulo: Paulus, 2004.

FISCHER, Roland. A cartography of the ecstatic and meditative states. Science, Vol. 174, n. 4012, 1971. Disponível em: < http://wisebrain.org/papers/MapofMedEcstaticStates.pdf>. Acesso: 17 de março de 2016.

FRITZ, Jimi. Rave culture – an insider’s overview. Canada: SmallFry Press, 1999.

MAFFESOLI, Michel. A parte do diabo – resumo da subversão pós-moderna. Rio de Janeiro: Record, 2004.

_____. A sombra de Dioniso: contribuição a uma sociologia da orgia. São Paulo: Zouk, 2005.

MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

MORIN, Edgar. A via – para o futuro da humanidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013.

_____. O método 3 – o conhecimento do conhecimento. Porto Alegre: Sulina, 2005a.

_____. O método 4 – as idéias. Porto Alegre: Sulina, 2005b.

_____. O método 5 – a humanidade da humanidade. Porto Alegre: Sulina, 2005c.

(AUTOR 1). 2010.

(AUTOR 1). 2016.

PROSS, Harry. Estructura simbólica del poder. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 1980.

REYNOLDS, Simon. Generation ecstasy – into the world of techno and rave culture. New York: Routledge, 1999.

SAUNDERS, Nicholas. Ecstasy e a cultura dance. São Paulo: Publisher Brasil, 1996.

SYLVAN, Robin. Trance formation – the spiritual and religious dimensions of global rave culture. New York: Routledge, 2005.

TÜRCKE, Christoph. Sociedade excitada – filosofia da sensação. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2010.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Attribution 3.0.

Revista Mediação
ISSN 2179-9571 (on-line)
ISSN 1676-2827 (impressa)
Universidade FUMEC
Faculdade de Ciências Humanas, Sociais e da Saúde.