Influência de Fatores Comportamentais na Propensão ao Endividamento

Silvia Amélia Mendonça Flores, Kelmara Mendes Vieira, Daniel Arruda Coronel

Resumo


O presente estudo buscou analisar a influência de fatores comportamentais na propensão ao endividamento dos servidores da Universidade Federal de Santa Maria. Realizou-se uma pesquisa survey junto a 246 servidores. Os dados foram coletados através de um questionário estruturado, com escalas quantitativas para mensurar endividamento, materialismo, risco e educação financeira. Quanto à educação financeira, constatou-se que 46% dos servidores possuem um alto nível de conhecimento sobre finanças pessoais. Os testes de diferenças de medianas confirmaram alguns dos fenômenos comportamentais já evidenciados pela literatura, como a maior percepção de risco dos casados em relação aos solteiros. Na análise de regressão múltipla, o modelo demonstrou que a percepção de risco financeiro e a educação financeira são, dentro dos fatores estudados, os que influenciam a propensão ao endividamento sendo que quanto maior a percepção de risco e o grau de educação financeira menor a propensão ao endividamento. De maneira geral, os servidores apresentaram baixos níveis de endividamento e um comportamento conservador perante o risco financeiro.


Palavras-chave


Finanças Comportamentais; Propensão ao Endividamento; Materialismo; Educação Financeira; Risco.

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DOI: http://dx.doi.org/10.21714/1984-6975FACES2013V12N2ART808

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Revista de Administração FACES Journal
ISSN 1984-6975 (online)
Classificação Qualis-CAPES - B2