Fonoaudiologia
A diversidade da Fonoaudiologia
Quando se fala em Fonoaudiologia, geralmente se pensa no tratamento específico da fala. Mas as atuações da especialidade vão além disso e do trabalho no consultório. Um dos exemplos dessa diversidade, segundo a coordenadora do curso de Fonoaudiologia, professora Flávia Gobbi, é o trabalho com a estética facial. O atendimento foca a saúde e a beleza da musculatura da face, visando amenizar linhas de expressão ou rugas. “Une-se o conhecimento fonoaudiológico em motricidade orofacial ao conhecimento dermatológico e cosmético”, explica.
Com exercícios específicos, associados ou não a tratamentos cosméticos, alcança-se o equilíbrio entre o uso da musculatura orofacial, as expressões faciais e a saúde da pele. “O fonoaudiólogo pode trabalhar em consultórios e clínicas, com dermatologistas, cirurgiões plásticos e esteticistas, num campo novo que acompanha a ciência da estética e apresenta resultados com intervenções não invasivas”, informa Flávia.
No trabalho fonoaudiológico com a voz, surge o personal voicer, termo que se refere à assistência personalizada da voz, voltada a pacientes/clientes que necessitam de monitoramento, aperfeiçoamento e modificação de um comportamento vocal de risco à saúde. “São campos dessas áreas o treinamento, o ensino e a consultoria”, define a professora Luciana Vianello.
Ela conta que a demanda para esse acompanhamento parte de cantores, políticos, oradores, gestores, empresários e comunicadores e, no uso da voz cantada, o fonoaudiólogo desenvolve trabalho de resistência e flexibilidade vocal e práticas de aquecimento e desaquecimento da voz. “O personal voicer é, muitas vezes, incorporado a equipes onde o enfoque é o trabalho de coaching, revelando o potencial de uma pessoa para maximizar seu próprio desempenho”, afirma Luciana.
O conhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) permite ao fonoaudiólogo ampliar suas possibilidades de trabalho. Durante a graduação, a disciplina de Libras objetiva oferecer aos alunos o conhecimento introdutório de temas como os sinais e a gramática da Libras, histórico das línguas de sinais, bilinguismo, cultura surda, o papel do intérprete e a inclusão. “Assim, será quebrada a barreira comunicativa entre o surdo e o fonoaudiólogo, podendo-se realizar fonoterapia e orientações ao surdo, à família e à escola, numa abordagem integradora, com base numa comunicação efetiva por meio da Libras”, explica a professora da disciplina, Rosana Passos.
Segundo ela, o fonoaudiólogo, depois de formado, poderá aprofundar seus conhecimentos na área e tornar-se um intérprete/tradutor em Libras/Português. “O intérprete pode atuar em escolas, faculdades, igrejas, mídia, consulta médica e audiências”, completa.