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05/10/2006

Sempre Savassi no 20° Prêmio Design

O projeto Sempre Savassi: Design e Artesanato Urbano participou, por meio de seleção, dentre as propostas inscritas, do Prêmio Design - categoria Trabalhos Escritos. Promovido pelo Museu da Casa Brasileira (São Paulo...

O projeto Sempre Savassi: Design e Artesanato Urbano participou, por meio de seleção, dentre as propostas inscritas, do Prêmio Design - categoria Trabalhos Escritos.  Promovido pelo Museu da Casa Brasileira  (São Paulo), a premiação é hoje a mais representativa no setor nacional e recebeu este ano, em sua 20ª edição, total de 578 inscrições, vindas de 16 estados do país.

De autoria das professoras do curso de design, Cássia Macieira, Juliana Pontes e Natacha Rena, o projeto Sempre Savassi foi lançado em julho. Os produtos desenvolvidos foram feitos por artesãos de comunidades de Belo Horizonte.

Os artigos, que incluem bolsas, aventais, cintos, vestidos, jogos de cama, almofadas, dentre outros, representam  a identidade da região. A iniciativa é parceria da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae) e Universidade FUMEC.

Foram capacitados 200 artesãos, por meio de cursos com a participação das professoras da FEA Cássia Macieira, Juliana Pontes e Natacha Rena. Segundo Cássia, “com suas obras esses artesãos devolveram à cidade a multiplicidade de cores, texturas, assimetrias, instabilidades, contrastes e particularidades que, por sua vez, eles receberam da metrópole”.

Ela enfatiza a importância da relação tênue entre design e artesanato. "A fronteira entre artesanato e design existe. Não há como fazer o artesanato sem considerar os novos procedimentos envolvidos na cidade", afirma. Aspectos como conceituação, acabamento, incorporação de novas técnicas e gestão agregam valor ao produto, valorizando o trabalho do artesão.

De acordo com Cássia, a utilização da serigrafia como procedimento artístico, por exemplo, agrega valor ao processo, contribuindo para dar nova identidade do produto. "Os artesãos urbanos não têm a tradição familiar do artesanato, como acontece no interior. É preciso contextualizar esse trabalho", continua a professora. A parceria com o Sebrae foi essencial, segundo ela, especialmente no que se refere fatores relacionados a recursos humanos e gestão.

Para a artesã Dirlei Sousa, a orientação das professoras a auxiliou a ver o artesanato de forma diferenciada e a reconhecer talentos que possuía mas não concretizava. “Para o projeto criei, a partir de observações de campo, lenda sobre a Savassi e suas magnólias. Fiz um livro de tecido e almofadas com textos, usando a técnica do bordado aliada ao silk-screen”, explica Dirlei.





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