26/11/2012

Data comemorativa homenageia profissional biomédico e pauta programação acadêmica na FUMEC

Atividades e experiências que vão além da proposta de sala de aula e agregam valor ao aluno foram o foco da programação

A experiência da sexualidade não só está presente na realidade do jovem, como é um dos aspectos mais importantes da adolescência. Ciente disso e também da necessidade de os futuros profissionais biomédicos atualizarem-se com relação a novidades e descobertas que surgem a cada dia, a coordenadora do curso de Biomedicina da Universidade FUMEC, professora Ana Amélia Paolucci, incluiu na programação voltada ao Dia do Biomédico deste ano orientações sobre prevenção de gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis (DST).

“O campo de atuação do biomédico é amplo, cabendo a ele, muitas vezes, dialogar com outras áreas do saber”, explica. “Esse tema da sexualidade, em específico, tem chamado a atenção pela possibilidade de exploração, por parte do profissional, dessa interface apresentada entre as duas áreas, uma vez que a Biomedicina abrange as análises clínicas, o estudo, pesquisa e tratamento de micro-organismos causadores de distúrbios à saúde humana, podendo ir até à descoberta de vacinas e/ou medicamentos para tratar essas enfermidades”, justifica.

A palestra “Sexo seguro - Prevenção de DST e gravidez” foi proferida aos alunos do curso no último dia 22 de novembro pela médica ginecologista e membro do Comitê de Ginecologia na Adolescência da Associação Médica, Dra. Maria Virgínia F. Werneck Marinho. Para ela, reconhecer a orientação sexual enquanto etapa que não possa ser suprimida é fundamental para o exercício de uma sexualidade sadia e plena, livre de comportamentos de risco. “Por mais que não dê para se falar em sexualidade hoje, sem levar em consideração o comportamento da sociedade nos últimos 50 anos, o que se percebe é que, mesmo com toda a informação disponível, há muito desconhecimento em relação a termos e até mesmo à própria vivência sexual, o que dificulta que tais informações sejam postas em prática”, lamenta.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que o índice de gravidez entre adolescentes cresceu 150% em relação às duas últimas décadas, o que representa um número três vezes maior de garotas com menos de 15 anos grávidas, em relação à década de 70. Outro dado que merece atenção no Brasil, segundo a médica, é a constatação de serem as complicações do aborto a maior causa de mortalidade de mulheres na adolescência. Evidências que confirmam a necessidade de algum tipo de intervenção, não apenas no sentido de levar a informação até os adolescentes, mas de ir além, possibilitando-lhes uma efetiva mudança de comportamento.



Publicado em Biomedicina, FCH, Graduação



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