27/09/2016

AURA e Universidade Fumec no “Setembro Dourado” contra o câncer infantojuvenil

O evento mostra porque a entidade é referência mineira no acolhimento às crianças portadoras da doença.

Nada mais que a doação de uma caixa do leite integral Longa Vida, a inscrição feita pelo e-mail inscricoes@aura.org.br e uma dose generosa de sensibilidade: é o que basta para você ter acesso, conhecer de perto e participar do “Setembro Dourado: despertar para o câncer infanto-juvenil”. Realizado pela Associação Unificada de Recuperação e Apoio (Aura), com o apoio institucional do curso de psicologia da Universidade Fumec, o evento ocorre nesta quinta-feira, 29, das 19h às 22h, na sala 309, da FCH. E, mesmo sendo sua primeira edição, já conta com uma audiência seleta, formada por médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, gestores de saúde pública e privada e de voluntários que atuam na área de oncologia pediátrica.

            O Simpósio sobre o “Setembro Dourado...” é a primeira produção bem-sucedida do interdisciplinar Conselho Científico da Aura (C.C.), que tem o objetivo de promover a inserção institucional extramuros da entidade e a realização de seminários, treinamentos, workshop, simpósios etc. juntos aos seus diversos públicos. Desta vez, palestra, mesa-redonda e apresentações alusivas às atividades meio e fim da Aura e à própria realidade oncopediátrica em Minas Gerais integram a programação do evento, que a fisioterapeuta e voluntária da entidade, há 4 anos, Cláudia Coelho Glória Andrade, justifica com propriedade: “o simpósio é uma forma saudável e inteligente de discutir, melhorar, divulgar e comemorar a nossa atuação que, há quase duas décadas, presta acolhimento e suporte às crianças e adolescentes com câncer e aos seus familiares. Embora esteja hoje mais ligada ao C.C., continuo ajudando o próximo e fazendo bem a mim como pessoa e profissional”, reforça Andrade. Sua companheira na ONG, a arquiteta Márcia Cristina B. Abramo, há 10 anos, não abre mão de ceder seus conhecimentos e generosidade à causa: “o que começou despretensiosamente com uma oficina de artesanato para a mãe dos enfermos, virou um projeto, um compromisso prazeroso, do qual não abro mão”, enfatizou Abramo.

            Às vésperas de se transferir para a sua nova sede própria, com seus 12 andares (rua José Lavarine 100, bairro Santa Efigênia), a Aura, que sobrevive de doações, não foge à regra dos desafios que geralmente as ONGs enfrentam no país: o atendimento a uma média de 120 crianças/ano (incluindo seus familiares), com procedimentos que vão da distribuição de cesta básica, atendimento multidisciplinar, hospedagem e alimentação, medicamentos, órteses, próteses e entretenimento. A psicóloga e psicopedagoga Patrícia de Paula Santos lida há 15 anos, neste contexto, embora admita que o desafio da Aura não está na sua sobrevivência e no êxito do seu trabalho, “já consagrados”, mas nas perdas das crianças, que apresentam diagnósticos tardios. “Tudo isso é compensado, defende Santos, pelo fato de que a Aura é um ativo social mineiro irreversível”.



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